sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Crianças vêem, crianças fazem (propaganda)

Circo armado para confundir

Por Keka Werneck
Obviamente que o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT) não defende a censura. Tentar massificar esse tipo de inverdade é tática muito conhecida em frágeis democracias como a nossa, em que só alguns têm direito à fala na mídia. É, pior ainda, desinformar e confundir. O que o Sindicato defende é a responsabilidade dos meios de comunicação, essencialmente TVs e rádios, até porque são concessões públicas. Nesse sentido, os conselhos de comunicação seriam fóruns de reflexão focados não só no noticiário, mas também na programação cultural e no espaço publicitário. O que o Sindicato defende é outra mídia, mais democrática de fato, mais popular e de melhor qualidade.
O modelo de conselho de comunicação, com o papel de monitorar a programação, é amplamente defendido pela sociedade civil organizada, que se mostra saturada dos abusos escandalosos da mídia.
Outros países estão muito avançados do que nós nisso.
Por exemplo, na Alemanha, a publicidade de produtos infantis é dirigida aos pais e só pode ser veiculada após as 18 horas, horário que eles, em geral, chegam em casa do trabalho. Isso é importante por quê? Para impedir o embotamento da infância nessa sociedade de consumo, já que brincar é uma atividade lúdica e não comercial. Por isso, não é vital para a criança ter uma bicicleta que seja quase uma moto. Muitas vezes um “camelo” – como a gente chamava a bicicleta quando eu era pequena - faz a criança curtir muito mais, vibrar muito mais. A criança é imaginativa! Brinca até com tampinhas de garrafa peti, que, presas por um barbante, podem virar uma cobra divertida.
Outro exemplo. Para os psicólogos envolvidos na luta pela democratização da mídia, a mulher brasileira está psiquicamente adoecida, porque as TVs, via de regra, criaram um estereótipo feminino forjado no molde norte-americano – alta, magra, branca – que não corresponde com a nossa realidade. Além disso, a mulher tem sido objeto de consumo, por exemplo, em propagandas de cerveja. Tem uma música da Rita Lee, chamada PAGU, que desconstrói bem isso...Afinal, “nem toda brasileira é bunda” canta a roqueira em nome de todas nós.
Já os afrodescendentes reclamam que não aparecem nas TVs em todas as posições sociais que podem e devem ocupar. Alegam que as novelas massificam a idéia de que o negro deve ter um papel secundário na sociedade e se conformar com isso.
Coletivos de direitos humanos também estão envolvidos com essa questão, por entender que a mídia tem se especializado em ferir direitos alheios, especialmente dos pretos e pobres. Muitos programas policialescos, por exemplo, não medem o prejuízo que causam e o conflito que geram nos lares empobrecidos quando expõem o tal “ladrão da galinha” fora de contexto, como se os menos abastados não tivessem sentimentos, nem valores, nem coisa nenhuma, sendo cidadãos de segunda classe.
O pessoal do audiovisual, por sua vez, reclama porque a televisão brasileira prefere dar espaço a enlatados de qualquer canto e de qualquer qualidade a dar amplo espaço à produção local. Tem sábado à noite, por exemplo, que passa cada filme de quinta, ignorando os tantos excelentes filmes brasileiros e até mesmo filmes estrangeiros, mas que acrescentem algo e não fiquem apenas no tiroteio clichê de sempre, nas comédias medonhas de sempre, no subproduto.
Os gays querem se ver na TV e se ouvir no rádio e não como seres bizarros. Os estudantes também têm pautas, assim como as centrais de trabalhadores e movimentos sociais e querem socializá-las com o povo.
Tudo isso aí e muito mais tem sido debatido de forma inconstante desde a abertura do país, no período pós-ditadura, quando o povo precisava apontar o que queria para construir uma nação livre, democrática. E todos esses debates represados desaguaram na I Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009, em Brasília, convocada pelo presidente Lula. A criação de conselhos de comunicação é encaminhamento dessa conferência, que, pelo bem e pelo mal, pela primeira vez colocou esse assunto em pauta.
A natureza de tais conselhos não é deliberativa, e portanto teriam o papel de apontar caminhos, direções.
A falsa polêmica criada agora, mediante um esboço de um pré-projeto do deputado Mauro Savi (PR-MT), jamais apresentado, na verdade mostra primeiramente que o empresariado não quer orientação alguma da sociedade, nem quer prestar contas à sociedade, que é a verdadeira dona de todas as televisões e rádios espalhadas pelo país, por hora concessionadas. Tais falsas polêmicas mais confundem do que propõem o debate. Mais tratoram o país do que abrem o diálogo franco.
E, afinal, o que é censura? De que censura falam?
A censura existe hoje amplamente nos meios de comunicação. É rotina na vida dos jornalistas. Quem censura é o poder político, os governos e o capital publicitário, em sintonia com a linha editorial do empresariado.
Portanto, não há liberdade de imprensa no Brasil. E não há como manter o que não se tem. Temos sim é que lutar pela construção da verdadeira liberdade de imprensa a todo tempo, sempre com responsabilidade.
Abaixo à boataria, à baixaria, às falácias, às mentiras e ao jogo sujo, que ainda é prática comum aqui pelos trópicos, lamentavelmente.
Não queremos mais sentir mal estar, nojo, náusea. Queremos um lugar bom de se viver a vida!
Keka Werneck é presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT)

CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO (PARTE 1)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Sexualidade na adolescência

Durante a adolescência ocorrem transformações físicas e emocionais que preparam a criança para assumir um novo papel perante a família e a sociedade. A criança desenvolve-se, amadurece e passa a usufruir de sua sexualidade, firmando sua identidade e buscando um par. Esse processo vem acontecendo cada vez mais cedo. A professora do mestrado em enfermagem, Christine Baccarat de Godoy Martins, que recentemente publicou uma pesquisa sobre a vida sexual dos adolescentes, falou sobre os anseios, as conquistas, os mitos e as inseguranças desses jovens.
Como surgiu a idéia desse trabalho?
A idéia surgiu frente aos índices, cada vez mais crescentes, de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis entre os adolescentes.
Quais foram os objetivos?
Nós tivemos dois objetivos principais: primeiro levantar o perfil desse adolescente em relação a sexualidade e em diferentes aspectos, e também desenvolver oficinas de prevenção.
Quem inicia a vida sexual primeiro? Meninos ou meninas?
Na nossa pesquisa foram os meninos. Outros estudos também apontam os meninos. A faixa etária para os meninos é de 13 a 14 anos para iniciarem a vida sexual e das meninas é de 14 aos 16 anos.
Por que essa diferença?
Acredito que é uma questão cultural e social. Desde pequenininho vemos a liberdade que é concedida aos meninos e um maior rigor com relação às meninas.
Existem outras diferenças entre esses dois grupos?
Sim. Por exemplo, a 1ª relação sexual de uma menina é com o namorado, ou seja, com um vínculo afetivo. Para os meninos não! As relações são com qualquer pessoa, com uma “ficante”, “paquera”. Uma relação eventual. Essa questão da afetividade, eu acredito que seja a principal diferença.
Podem ocorrer mudanças físicas no adolescente depois de uma relação sexual?
Existe um grande tabu ao redor disso. Inclusive, tem uma brincadeira entre os meninos nas escolas, que eles ficam tentando reconhecer as meninas que já estão em atividade sexual pelo andar, pelo desenvolvimento do corpo. Mas não há nada provado cientificamente. Na verdade, o que muda é o próprio processo da adolescência, é o crescimento do corpo, desenvolvimento das glândulas, a atividade hormonal. Mas não por que já está em atividade sexual.
A escola ainda se mantém distante desse assunto?
A escola tem feito um grande esforço para tentar acompanhar a evolução dos tempos frente a sexualidade. Só que ainda aborda o tema de forma tradicional. É preciso trabalhar a sexualidade de forma dinâmica, participativa, para que o adolescente se coloque e a gente possa orientá-los a partir de suas experiências.
E como são essas brincadeiras, oficinas que vocês fizeram nas escolas?
Trabalhamos com grupos de 5 a 10 adolescentes, para que não haja inibição. Eles querem aprender, tirar dúvidas e muitos nos dizem q esse foi o único momento em que eles puderam conversar abertamente sobre sexo.
As campanhas de prevenção a AIDS e DSTs são eficazes entre eles?
A gente observa que não basta dizer pra eles que é preciso usar o preservativo. Precisamos ensiná-lo a usar. Nas nossas oficinas, nós simulamos, por meio de uma brincadeira, a colocação de um preservativo e a gente observou a quantidade de erros que eles cometem. Não prestam atenção na integridade do invólucro, se contaminam na hora de retirar por que não sabem a maneira adequada de fazer.
O preservativo é utilizado pelos adolescentes?
Apenas 30% das meninas usam preservativo em todas as suas relações, e 60% dos meninos usam camisinha. As meninas dizem que tem vontade de pedir para o companheiro utilizar, mas a inexperiência, ou até por querer realizar o ato em si, se esquecem. Entre outros fatores, tem ainda o fator econômico, impossibilitando a compra dos preservativos.
Eles não procuram preservativos nos postos de saúde?
Na verdade, eles não possuem a informação de que os postos de saúde distribuem preservativos.
Em caso de dúvidas, a quem esses jovens recorrem?
Na nossa pesquisa, eles recorrem aos amigos, que também não tem muita informação, ou até nenhuma. As relações em casa e na escola ainda têm uma distancia que esse projeto quer tentar diminuir. Esses assuntos devem ser tratados com profissionais que possam encaminhá-los com responsabilidade.
Qual o significado de uma relação sexual para esse adolescente?
Eles não possuem informação nem maturidade para lidar com a sexualidade tão precoce. Mas para as meninas uma relação sexual tem muito a ver com um carinho pelo parceiro, e os meninos encaram a situação com indiferença. É muito importante a conscientização desses jovens, para que os índices de DST e gravidez possam diminuir.
Por Juciara Santos

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

"Bebê quer engordar"

Sabe aquela frase que muitos pais ouvem quando seus filhos ainda são crianças? “Mãe, bebê quer mamar.” Então. Essa frase gera quase que um ritual. A mãe vai até a cozinha e prepara o leite para alimentar seu filho. Pega a panela, coloca o leite com um pouco de açúcar e esquenta. Depois põe o conteúdo na mamadeira, mexe e está prontinho o alimento para o seu bem mais precioso. Pois é, grave essa cena, porque ela está virando coisa do passado.

Para que preparar leitinho, gente? Estamos em uma sociedade moderna e super desenvolvida. Se alguém quer comer é só ir à geladeira e ‘pescar’ aquela bolacha recheada, ou aquele sanduíche que já vem pronto dentro do saquinho, ou até mesmo uma latinha em miniatura de Coca. Para quê a mamãe vai perder tempo preparando o lanche do filho se está tudo pronto na geladeira?

Para que perder tempo, mamãe? Você tem muitos projetos e serviço para hoje. Estamos no século 21. É só você ir a um fast food, comprar um lanchinho que fica pronto em 5 minutos e, surpresa! Você ainda leva um brinquedinho de brinde para acalmar seu filho por mais algum tempo.

É, o mundo contemporâneo traz facilidades. Mas cuidado, mamãe moderna. Você pode estar engordando seu filho.

A grande verdade é que comidas industrializadas são muito calóricas e pouco saudáveis. Cerca de um terço das crianças brasileiras estão obesas. Grande parte das mães, protetoras como devem ser, ainda dizem: “Olha como meu filho está saudável, gordinho.” Mãe, gordura não é saúde.

Para sua informação, crianças obesas podem ter problemas de pressão, postura e até doenças mais graves, como as cardiovasculares. Isso mesmo mamãe, você pode até levar seu filho à morte.

Ainda existe outro problema. As chances de uma criança obesa se tornar um adulto obeso são grandes. E quando seu filho crescer e tiver sérios problemas de saúde física e psicológica, você ainda vai negar aquele leitinho? Ainda vai dar aquele lanchinho industrializado, mesmo sendo mais fácil de preparar?

Pense bem, mamãe. Quando seu filho fala “bebê quer mamar” ele simplesmente quer mamar. Não faça essa frase se transformar em “bebê quer engordar”.
                                                                                                            
 Adriele Cristina

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Criança, a alma do negócio

Esse vídeo é a primeira parte de um documentário apresentado no 2° Fórum Internacional Criança e Consumo (realizado em 2008).
Ele alerta para a publicidade, consumo e infância..
Riscos que a sociedade tem dificuldade de perceber.

ACESSE: http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cartão Vermelho para quem não vê

A conselheira tutelar Marilene Feliciana de Acácio mostra desconhecimento quando questionada sobre a campanha “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil”. Um cenário bem diferente do que o apresentado pelo governo do Estado à imprensa e população. A campanha teve grande lançamento em junho e foi assinada pelo governador Silval Barboza. O discurso do governador é de que o Estado faria de tudo para proteger as crianças do trabalho infantil. Mas não é essa a realidade do Conselho Tutelar do Coxipó. O órgão está com o telefone cortado e nem ao menos sabe o que é o “Cartão Vermelho”. Conselho este que atende cerca de 60 bairros, incluindo o Tijucal e o Parque Cuiabá.






Marilene ainda fala que nunca pegou nenhum caso de trabalho com crianças. Mas ela explica, “As pessoas não sabem nem o que é trabalho infantil.” Para ela este é o único motivo por ainda não ter recebido denúncias e presenciado nenhum crime.

A conselheira ainda discute a falta de estrutura e interesse do governo e do município em divulgar e informar a população sobre o trabalho infantil.



Segunda a lei o que é o trabalho infantil?

Marilene: É quando as crianças são obrigadas a fazer trabalhos domésticos ou do campo, em locais insalubres. Crianças que pegam esmola também se configura como trabalho infantil.

O que a legislação permite que a criança faça e o que proíbe?

Marilene: Nenhum trabalho é permitido, como é na lei. É proibido todo trabalho para aqueles que são de menores. Acima de 15 anos que é permitido o menor aprendiz.

E que tipo de trabalho infantil mais ocorre aqui em Cuiabá?

Marilene: O que mais ocorre são crianças pedindo esmola. A maioria das vezes é a mãe que põe as crianças para pedir no sinal. Eu acho que no Brasil também ocorre a mesma coisa.

Você já pegou algum caso aqui no Conselho?

Marilene: Nunca. Em três anos que estou aqui nunca aconteceu de eu pegar algum caso.

Por que você acha que isso acontece?

Marilene: O crime acontece, e muito. Direto a gente vê criança na rua. Na verdade o crime não é divulgado aqui no estado. As pessoas não sabem nem o que é trabalho infantil.

Quais as punições para quem comete esse crime?

Marilene: O caso é encaminhado para o Ministério Público. É ele quem determina as punições. Geralmente é multa, só se for muito grave que pode acarretar prisão. Quando uma mãe coloca seu filho para trabalhar se configura um crime mais grave, com maior chance de prisão.

E como se faz para denunciar?

Marilene: Pode vir até o conselho da sua região ou pelos telefones que existem. Asterisco mais cem (*100) também, porque cai direto em Brasília. O denunciante pode ser anônimo como pode se identificar.

Quais as etapas após a denúncia?

Marilene: Tem que se fazer os encaminhamentos necessários. Se for de caso de abuso ou espancamento, primeiro se encaminha para o Dedica (Delegacia Especializada dos Direitos da Criança e do Adolescente). Depois disso se encaminha para o IML (Instituto Médico Legal) para fazer o corpo de delito, para seguir para outros procedimentos, como encaminhar para o Cras (Centro de Referência de Assistência Social) ou para o psicólogo. Esse processo demora cerca de três a quatro meses.

O governo tem algum programa de prevenção?

Marilene: Não tem nenhum programa, nada. Até tem no papel, como o projeto Escola Integral. Mas você já viu alguma escola integral aqui em Cuiabá? Aqui não tem.

E a Campanha “Cartão Vermelho ao Trabalho Infantil” não chegou aqui (no Conselho)?

Marilene: O “Cartão Vermelho” é a primeira vez que eu ouço falar. Não conheço essa campanha. Nem sabia que tinha isso.

E o Bolsa Família e o Pequeno Aprendiz?

Marilene: O Bolsa Família veio ajudar, mas às vezes a mãe pega esse dinheiro para beber, usar droga, fazer festa, e acaba não usando o dinheiro para a criança. O Pequeno Aprendiz também ajuda, mas ele não consegue atender a demanda. Outro problema é a idade, que é acima de 15 anos, enquanto os de 12 aos 14 anos estão à mercê, na rua.

E em Mato Grosso, tem alguma política para combater?

Marilene: Não tem. Pra você ver, o telefone aqui do conselho está cortado. Nem receber ligações recebe, nem mesmo para fazer denúncias.

O que é feito quando se encontra uma criança trabalhando sem ter ajuda do Estado?

Marilene: O que a gente faz é um encaminhamento para o Cras e para o psicólogo. Isso é para trabalhar com essa família.

E para onde essa criança vai se for pega trabalhando?

Marilene: Ela vai para o Lar da Criança, que é um abrigo. Lá elas ficam para adoção. Depois de completados 12 anos elas vão para outra casa, que abriga adolescentes, ou voltam para a família.

Quais são esses abrigos?

Marilene: As meninas vão para a Casa de Retaguarda. Os meninos não têm para onde ir, porque a Casa Siminino fechou. Então quando os meninos fazem 12 anos, ou eles voltam para a família, que geralmente é a culpada pelo crime, ou vão para as ruas. Isso porque eles não têm onde ficarem.

O que aconteceu com o Siminino?

Marilene: Pois é! Foi tão divulgado pela prefeitura, mas ninguém ficou sabendo o que aconteceu lá. A mídia foi abafada. Foi morto um menino lá dentro. Parece que os outros meninos se uniram para matar esse garoto. Por isso a Casa foi fechada. Ninguém sabe disso.

Quais as principais consequências para a criança?

Marilene: O emocional deles fica abalado. É nesse momento que tem que ter o acompanhamento do psicólogo. Muitas vezes são crianças que faltam muito à escola para trabalhar. Essas crianças também têm dificuldades de aprendizagem. Toda essa consequência já é uma coisa que vem da falta de estrutura familiar.

A família tem parcela de culpa nisso?

Marilene: Tem, a família sempre tem. A família tem que estar sempre vendo o que seus filhos estão fazendo. Muitas vezes as famílias estão deixando a desejar.

Com que idade mais acontece esse crime?

Marilene: De cinco a doze anos, sendo que varia muito entre menino e menina.

Você concorda com a lei de trabalho infantil?

Marilene: Não. Eu acho que a criança tem que trabalhar, desde que não seja um trabalho insalubre. Por exemplo, uma criança de 12 anos, ela tem um monte de coisas que pode fazer. Pode se encaminhar para um trabalho que não seja exploração, que a criança estude um período e faça atividades em um outro período.

Dados do lançamento do programa: http://www.seder.mt.gov.br/
Foto: Marcos Vergueiro - Secom//MT